Instituto São Fernando

» Notícias

03.12.2009.Agroecologia

Associação de Produtores Orgânicos do Vale participa do Evento Degusta Rio

Ocorreu entre 12 a 15 de novembro a 5º edição do evento gastronômico Degusta Rio, realizada nos Armazéns 2 e 3 do Porto do Rio de Janeiro. A Associação de Produtores Orgânicos do Vale foi convidada pelo SEBRAE a participar como expositora do evento, proposta que os associados prontamente aceitaram pela importância de divulgar a marca, prospectar novos clientes e enriquecer o conhecimento do grupo.

Estande da Associação de Produtores Orgânicos do Vale no Degusta Rio 2009

Estande da Associação de Produtores Orgânicos do Vale no Degusta Rio 2009

O Degusta Rio se destacou pela sua diversidade: diversão, boa comida, cursos, workshops, palestras e claro, degustações, fizeram parte da programação. Foram quatro dias de evento, com a presença de cerca de 80 bares e restaurantes mais interessantes e badalados da cidade do Rio de Janeiro, além dos novos que se revelaram recentemente. Havia também espaços voltados para sobremesa, cachaça, vinho e produtos gastronômicos.

Estiveram presentes no evento representantes da Associação Fazenda Galo Vermelho, Fazenda São Fernando, Fazenda Colina Maria do Socorro e Estação Quatro por Quatro, SEBRAE e a consultoria Agrosuisse. O estande da Associação foi montado pelo SEBRAE, que também disponibilizou o material para propaganda.

O interesse dos participantes foi bem grande, evidenciando a existência de um mercado bastante promissor. O público visitante também se mostrou muito atraído pelas cestas a domicílio. Como pode-se perceber, o evento foi proveitoso para o enriquecimento e fortalecimento da Associação, e servirá como modelo para os próximos eventos.

Marcos Nogueira
Associação de Produtores Orgânicos do Vale


03.12.2009.Sem categoria

Associação de Produtores Orgânicos do Vale participa do Evento Degusta Rio

Ocorreu entre 12 a 15 de novembro a 5º edição do evento gastronômico Degusta Rio, realizada nos Armazéns 2 e 3 do Porto do Rio de Janeiro. A Associação de Produtores Orgânicos do Vale foi convidada pelo SEBRAE a participar como expositora do evento, proposta que os associados prontamente aceitaram pela importância de divulgar a marca, prospectar novos clientes e enriquecer o conhecimento do grupo.

Estande da Associação de Produtores Orgânicos do Vale no Degusta Rio 2009

Estande da Associação de Produtores Orgânicos do Vale no Degusta Rio 2009

O Degusta Rio se destacou pela sua diversidade: diversão, boa comida, cursos, workshops, palestras e claro, degustações, fizeram parte da programação. Foram quatro dias de evento, com a presença de cerca de 80 bares e restaurantes mais interessantes e badalados da cidade do Rio de Janeiro, além dos novos que se revelaram recentemente. Havia também espaços voltados para sobremesa, cachaça, vinho e produtos gastronômicos.

Estiveram presentes no evento representantes da Associação Fazenda Galo Vermelho, Fazenda São Fernando, Fazenda Colina Maria do Socorro e Estação Quatro por Quatro, SEBRAE e a consultoria Agrosuisse. O estande da Associação foi montado pelo SEBRAE, que também disponibilizou o material para propaganda.

O interesse dos participantes foi bem grande, evidenciando a existência de um mercado bastante promissor. O público visitante também se mostrou muito atraído pelas cestas a domicílio. Como pode-se perceber, o evento foi proveitoso para o enriquecimento e fortalecimento da Associação, e servirá como modelo para os próximos eventos.

Marcos Nogueira
Associação de Produtores Orgânicos do Vale

Tags:  

08.10.2009.Agroecologia

Time do ISF visita Município de Paraty para avaliação de possibilidade de projeto

Visita de técnicos de ISF ao município de Paraty

Visita do time ISF a manguezais em Paraty

Técnicos do Instituto São Fernando (ISF) realizaram em agosto de 2009 uma visita ao município de Paraty, na costa verde do Estado do Rio de Janeiro. Representavam o ISF o seu Coordenador de Agroecologia, Sr. Idelberto Miranda, e dois participantes do projeto Talents 2009: Briana Swette e Calvin Johnson. O objetivo da visita foi prospectar dados para a avaliação da viabilidade de projeto em Paraty, apoiado pelo ISF. Deborah Levinson, Diretora Executiva do Instituto, relata que um dos aspectos fundamentais na seleção de um projeto para o portfólio do ISF é que ele esteja aderente à proposta administrativa do governo local beneficiado pelo projeto.

A visita contemplou uma reunião do time do ISF com o Sr. César Romero Stanisce Dutra, Secretario Adjunto de Pesca, vinculado à Secretaria de Pesca e Agricultura de Paraty. O objetivo da reunião foi conhecer os projetos atuais que visam à criação de frutos do mar e à proteção e recuperação dos manguezais. Também foram mapeados os diferentes tipos de pesca na região – da pesca artesanal à pesca comercial – e quais as atividades que estão sendo desenvolvidas para que seja respeitada a legislação vigente. A visita também proporcionou o encontro com uma liderança de pescadores local, o Sr. Almir Tã, o que possibilitou verificar como é a relação dos pescadores com o poder público local, e sua percepção sobre os projetos que estão sendo desenvolvidos, principalmente para a geração de renda e preservação do ambiente marinho e costeiro da região. Para Almir, o poder publico não estende o planejamento dos projetos aos pescadores. “Geralmente os projetos já vêm prontos e não atendem às demandas da comunidade”, afirma Almir. Um exemplo é o projeto Robalo, que inicialmente foi bem sucedido mas por ter contemplado poucos pescadores, fez com que outros começassem a sabotar o projeto em geral.

No caminho à Paraty o time do ISF também visitou o Manguezal do Ariró, às margens da Rodovia Rio-Santos, por uma trilha beirando o rio de mesmo nome. Foram observadas as atividades desenvolvidas pela Prefeitura de Paraty em relação à fiscalização dos manguezais, impedindo a coleta de caranguejos de forma desordenada. Também foram conhecidos os projetos de fiscalização da pesca na época de defeso e de coleta de óleo de cozinha, para que não seja jogado na baía de Paraty. Muitos projetos realizados na região referem-se à criação de frutos do mar – como ostras, mexilhões, mariscos – e à criação em cativeiro de peixes de alto valor comercial. Foi percebida a expectativa dos pescadores e do governo em relação à criação da macroalga Kappaphicus alvarezzi, apontada como provável fonte de geração de renda para os pescadores e seus familiares.

Idelberto Miranda afirma que dentre as perspectivas advindas da visita existe a possibilidade de desenvolver uma relação de parceria com as instituições atuantes nos projetos desempenhados em Paraty, e que vão ao encontro do planejamento estratégico do ISF.

Para mais detalhes técnicos do projeto Vida Marinha, acesse o projeto.

Tags:  ,

25.09.2009.Agroecologia

Equipe do Instituto São Fernando aprende nova prática em evento sobre Agroreflorestamento em Ubatuba

Foi realizado de 5 a 7 de setembro de 2009 um evento ligado a Agroreflorestamento com o consultor suíço Ernst Goetsch, especialista no tema. Briana Swete, uma das estudantes do projeto Talents 2009, representou o Instituto neste evento, com o intuito de conhecer práticas de benchmarking em um projeto bem sucedido. Briana teve a oportunidade de aprender a metodologia do agroreflorestamento do especialista na mata de Ubatuba, em um curso do Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica (IPEMA).

Ernst Goetsch é um pesquisador pioneiro no campo da agrofloresta. Começou a implementar Sistemas Agroflorestais (SAF) há 25 anos em sua fazenda em Piraí do Norte, no sul da Bahia. Ali, ele foi capaz de recuperar a floresta nativa e criar um sistema de alimentos com alta produtividade. Os seus métodos demonstram o potencial da agrofloresta para promover uma vida rural sustentável.

Em aulas teóricas e práticas foram transmitidos os princípios naturais básicos para a agrofloresta, e também como usar esses princípios para criar um SAF saudável. Depois de um dia de palestras e uma demonstração de como aplicar o conhecimento ganho, os participantes e Ernst implementaram uma SAF na terra da IPEMA. Como o SAF exige conhecimento-intensivo, a experiência em campo ajudou a solidificar os detalhes, além de assegurar o aprendizado.

Entre os participantes do curso havia estudantes, professores, pesquisadores, agricultores e famílias que têm interesse na agroecologia ou querem implementar SAF em suas próprias terras. Os participantes locais compartilharam o aprendizado de que é sempre importante ter conhecimento local para implementar um sistema assim. Como a experiência de Ernst é no sul do Bahia, ele contou com pessoas locais para saber quais espécies são bem sucedidas na região. Essa dinâmica mostrou ainda como adaptar as técnicas de Ernst para uma região diferente, o que é muito importante para o Instituto São Fernando, que trabalha no Vale do Café.

O Instituto tem muito interesse em incluir sistemas agroflorestais no projeto de Restauração da Mata Atlântica que está sendo desenvolvido atualmente. O ISF reconhece que Sistemas Agroflorestais podem ser uma outra atividade que gerem sinergias com a produção orgânica da Associação Orgânicos do Vale com os esforços para reflorestar áreas degradadas do Vale do Café, mediante apoio aos agricultores para incluírem agrofloresta em seus sistemas. A participação do ISF neste evento é um exemplo da importância da prática de benchmarking para o desenvolvimento dos projetos.


12.09.2009.Educação

Instituto São Fernando estimula a alfabetização e formação da família leitora em Vassouras doando livros para creches do município

Doação de livros em creches de Vassouras, 2009

A coordenadora do ISF Deborah Levinson com crianças da creche Mariana Crioula

A atividade de leitura é fundamental para as atividades de alfabetização das crianças e ensino em geral e constitui, na vida adulta, um instrumento de trabalho essencial em muitas áreas profissionais. Além disso, é uma necessidade fundamental para as pessoas que vivem na sociedade contemporânea.

O ato de ler deve ser visto como uma forma de prazer cultivado na própria família, percorrendo a formação do leitor desde a infância até a sua formação universitária. Por serem modelos de leitores e orientadores, os professores têm um papel muito importante no desenvolvimento do aluno como leitor. A formação do hábito de leitura começa na primeira infância, quando os pais lêem para seus filhos, se desenvolve no ensino fundamental, já no início da alfabetização, e prossegue no ensino secundário, sendo que o ambiente universitário deve consolidar este aspecto do comportamento do estudante.

Para estimular uma comunidade leitora na cidade de Vassouras, formada tanto pelas famílias quanto pelos professores dos alunos, o Instituto São Fernando doou no mês de setembro 50 títulos para as bibliotecas de cinco creches do município de Vassouras. Durante a visita de doação, a Diretora do ISF Deborah Levinson conversou com as diretoras a respeito do Projeto Comunidade de Leitores. Cada gestora relatou as ações que a instituição vem realizando a esse respeito.Deborah relatou a emoção das crianças ao encontrarem no meio do pátio uma caixa bem embrulhada: “Eles saíam todos afoitos para abrir o pacote e ficavam maravilhados ao descobrirem os livros. Logo folheavam, os mais pequenininhos até mordiam as folhas de tecido, foi encantador”, constata Deborah.

Doação de livros em creches de Vassouras, 2009

Crianças da creche Mariana Crioula

A professora Luciana Alves Pereira , diretora da Creche Municipal São Vicente de Paula, relata que as professoras realizam leitura para os alunos três vezes na semana, ora dentro de sala ora no pátio com todas as turmas e com auxílio de fantoches e ou fantasias. Na última quinta-feira de cada mês, uma mãe é selecionada para contar histórias na creche para todos os alunos. E toda sexta-feira é enviada para casa uma sacola com livro para leitura. Nesta sacola também vai um caderno de registros para que os alunos e familiares possam anotar como aconteceu essa leitura e tudo o que esse momento proporcionou. Outro evento promovido é a leitura por um familiar, em que um membro de uma família é convidado para ir até a instituição para fazer uma leitura previamente escolhida e preparada para as crianças. Algumas creches já conseguiram estabelecer uma sala de leitura, e outras possuem os “cantinhos de leitura”.

Rita Brum, Coordenadora Pedagógica das creches municipais de Vassouras, relatou extrema satisfação com o trabalho que vem sendo realizado nas instituições, apesar de todas as limitações pedagógicas, logísticas e culturais ainda existentes. Deborah Levinson também mostrou satisfação e alegria em estar junto das crianças neste momento tão importante, e agradeceu o apoio dado dizendo que tudo foi muito bem organizado e que a recepção pelos profissionais e crianças muito cuidadosa. “É um alimento para a alma a felicidade com que todos (profissionais e crianças) receberam os livros. Obrigada pelo carinho”, agradeceu Deborah.

Vale lembrar que o processo de leitura é complexo e ativo, logo para a formação do leitor pleno há um longo percurso e requer o apoio constante dos pais e professores aos alunos, introduzindo os livros no cotidiano familiar e escolar destas crianças.


10.09.2009.Educação

Turmas de Apoio: um novo conceito para a política educacional do município de Vassouras

Teve início em setembro o projeto Turmas de Apoio, que conta com o suporte do Instituto São Fernando e do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (CEDAC).

Milou Sequerra, Coordenadora Regional de Língua Portuguesa do CEDAC, explica que os grupos de apoio são espaços de aprendizagem voltados para os alunos que ainda não se alfabetizaram, apesar de já estarem em séries mais adiantadas do Ensino Fundamental (a partir do segundo ano). O projeto ocorre paralelamente ao trabalho da classe regular. Além das aulas tradicionais que frequenta em sua classe, o aluno desses grupos tem aulas específicas, fora do horário de aula (em alguns casos), no qual se trabalha sua dificuldade específica. “A inovação do projeto reside no fato de o mesmo ser uma ação constante no município, enquanto o projeto Correção de Fluxo é uma iniciativa temporária, enquanto houver grandes distorções idade-série”, ressalta Deborah Levinson, Diretora Executiva do Instituto São Fernando. O seu objetivo é estancar a quantidade de alunos repetentes que depois precisam ser readequados no projeto Correção de Fluxo.

Participam deste projeto alunos do primeiro segmento do ensino fundamental das redes municipal e estadual. Esses alunos estão nas séries em que já se pressupõe maior autonomia para ler e escrever (a partir do segundo ano) e que ainda não conseguem fazê-lo, por não dominarem o princípio alfabético. As aulas ocorrem duas vezes por semana, têm a duração de duas horas e são ministradas por uma professora especialmente designada para essa função. As professoras dos grupos de apoio contam com espaço de formação específico para instrumentalizá-las para esse trabalho.

Denise Calixto Mandaro, Gerente de Ensino da Coordenadoria Centro Sul II, argumenta que, mesmo sabendo que de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases esta responsabilidade seria da rede municipal, quando se é educador tudo o que se quer, é que os alunos tanto no âmbito municipal quanto estadual possam ter as mesmas chances de aprendizagem. “Se temos condições de fazermos parcerias, devemos fazê-las sem demora”, defende Denise. A professora Rute Pereira de Oliveira destaca o caráter humanista do projeto: “É muito bom ver os alunos caminharem, atuar no processo antes de esperar o mau resultado. Antes os professores só reclamavam, agora têm uma ação que atua na causa do problema, intervindo antes de chegar ao fim do ano para reprovar o aluno.”

Segundo Denise Brandão da Silva, Coordenadora da Secretaria de Educação do município de Vassouras, os alunos estão gostando das Turmas de Apoio; há inclusive alunos não contemplados que também querem ir para o Grupo de Apoio, pois ali vislumbram possibilidade de progresso, diferente da sala de aula tradicional. “Havia alunos de 5.º ano (antiga 4.ª série) que não sabiam ler. Viravam ótimos copistas. Há o caso de um aluno que agora está se destacando no Grupo de Apoio, e por isso não quer mais sair do grupo, é um momento onde ele tem sucesso”, relata Denise. Jussara Pereira da Costa, Diretora da Escola Municipal Prefeito Pedro Ivo da Costa, exemplifica o sucesso do projeto com o caso de um aluno que foi indicado para uma Turma de Apoio, por não saber ler na sala de aula tradicional. Entretanto, o aluno já sabia ler, só não conseguia ler no ambiente tradicional. Devido a uma nova forma de conduzir o processo, e por estar em um grupo menor, ele conseguiu superar sua dificuldade.

Dentre os resultados que advirão do projeto, espera-se que os alunos tenham condições de superar suas dificuldades, que possam dominar as etapas necessárias para que se tornem capazes de reconhecer as palavras até o final do ano letivo, através da leitura e da escrita. Já aqueles que estão em distorção idade-série, poderão continuar, no próximo ano, no projeto Correção de Fluxo. Mais que isso, Denise Calixto defende que esses alunos sairão do marasmo escolar, da falta de perspectiva, e descobrirão como é gostoso aprender, como é interessante ler o mundo também usando as palavras escritas, colocando letras nos seus pensamentos. “Pois, como disse Paulo Freire, começamos a ler o mundo antes de lermos as palavras; no entanto, quando conhecemos e dominamos a palavra escrita, quanto mais conhecimentos passamos a adquirir”, cita Denise.

Para o futuro, a proposta é que o projeto seja incorporado em caráter permanente em todas as escolas, e que ao mesmo tempo sejam criadas novas formas de educar, para que se possa obter o sucesso garantido dos alunos no decorrer do tempo. Milou Sequerra afirma que, em 2010, além dos grupos de apoio de alfabetização, também está planejada a implantação de Correção de Fluxo, para responder ao grande número de alunos da rede que se encontram defasados por terem idade superior à faixa etária da série que cursam.

Segundo a Secretária Municipal de Educação Vania Cristina Baptista, o projeto é muito auspicioso, porém existe ainda um grande gargalo, que é a falta de professores para compor mais grupos, o que pode comprometer a sua eficácia. “Já estamos em andamento, o prefeito já está analisando o impacto das contratações junto às Secretarias de Administração e Fazenda”, adianta Vania.



Fatal error: Call to undefined function icl_post_languages() in /institutosaofernando.org.br/www/adm/wp-content/themes/isf/index.php on line 69